Como funciona a carteira de vacinação digital
A carteira de vacinação digital é a versão eletrônica do histórico de doses de uma pessoa, mantida pelo Ministério da Saúde dentro da plataforma Meu SUS Digital, evolução do aplicativo que antes se chamava Conecte SUS.
O que a plataforma mostra
Pelo aplicativo Meu SUS Digital ou pelo portal na internet, acessados com CPF e senha da conta gov.br, a pessoa consulta a Carteira Nacional de Vacinação com o nome de cada vacina tomada, o lote de fabricação e a data da aplicação, conforme os dados enviados pelo serviço de saúde que vacinou. Essas informações, quando bem registradas pelo serviço de saúde, chegam à plataforma porque a RDC nº 197/2017 da Anvisa exige que todo serviço de vacinação registre cada dose no sistema de informação definido pelo Ministério da Saúde, além de no cartão físico (art. 15).
Substitui a caderneta de papel?
A carteira digital reúne o que foi registrado nos sistemas oficiais, mas isso depende de o serviço de vacinação ter enviado a informação corretamente no momento da aplicação. Por isso, guardar a caderneta física continua sendo uma prática recomendada, principalmente para crianças pequenas, cujo histórico completo pode ser exigido em matrículas escolares e em outras situações. Quando a versão digital e a física divergem, o caminho é procurar a unidade de saúde para checar e corrigir o registro.
Quando o histórico aparece incompleto
É comum a plataforma mostrar um histórico parcial, principalmente para doses aplicadas há muitos anos, antes da informatização completa dos sistemas de vacinação, ou quando o serviço de saúde que aplicou a dose demorou para enviar o registro ao sistema nacional. Isso não significa que a dose não foi aplicada: significa que o registro digital ainda não reflete o que está no cartão físico. Nesses casos, o caminho é levar a caderneta física, quando existir, até a UBS, para a equipe conferir e, se necessário, atualizar o sistema. Veja o que fazer quando a caderneta física também não está disponível em perdi a carteira de vacinação, e agora.
Não substitui o certificado para viagem internacional
Para viagens que exigem comprovação internacional de vacinação, como no caso da febre amarela, a tela do Meu SUS Digital não é o documento aceito nas fronteiras de outros países: o documento correto é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), emitido pela Anvisa em processo próprio. Veja a diferença e como emitir o CIVP em vacina para viagem internacional e o certificado.
Como acessar
O acesso ao Meu SUS Digital é feito pelo aplicativo, disponível gratuitamente para Android e iOS nas respectivas lojas de aplicativos, ou pelo navegador do computador ou do celular, sempre com login pela conta gov.br. Quem já usava o antigo Conecte SUS não precisa criar um novo cadastro nem uma nova senha: o login continua sendo o mesmo, feito pela conta gov.br já existente, a mesma usada em outros serviços públicos digitais do governo federal.
Por que isso importa
Ter o histórico de vacinação acessível pelo celular ajuda em situações do dia a dia, como confirmar rapidamente se uma dose de reforço já foi tomada, ou levar o comprovante numa viagem. Para quem perdeu a caderneta física, a consulta digital costuma ser o primeiro passo antes de pedir uma segunda via na UBS: veja como em perdi a carteira de vacinação, e agora.
Outras informações de saúde no Meu SUS Digital
Além da carteira de vacinação, a plataforma Meu SUS Digital reúne outras informações de saúde da pessoa vinculadas ao SUS, como histórico de atendimentos e exames registrados na rede pública, quando disponíveis. A carteira de vacinação é apenas uma das seções dentro desse aplicativo mais amplo, o que explica por que o nome oficial da plataforma mudou de "Conecte SUS" para "Meu SUS Digital": a ideia é reunir, num único lugar, o histórico de saúde da pessoa dentro do sistema público, não só as vacinas.
Este conteúdo é informativo, elaborado a partir de fontes públicas listadas acima. Em caso de divergência no registro, procure a unidade de saúde responsável pela vacinação.
Fontes
- Meu SUS Digital, Ministério da Saúde
- RDC nº 197, de 26 de dezembro de 2017: requisitos mínimos para os serviços de vacinação humana, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)