Clínicas de Vacina

O que é campanha de multivacinação

Por Redação do Clínicas de Vacina. Publicado em (revisão da mesma data).

Multivacinação é o nome técnico para a estratégia de aplicar, numa mesma visita ao serviço de saúde, todas as vacinas pendentes de uma pessoa, em vez de esperar uma consulta por vacina.

De onde vem essa estratégia

A lógica da multivacinação está descrita no Informe Técnico do Programa Nacional de Imunizações sobre recuperação de esquemas atrasados: para colocar em dia o calendário de crianças com doses pendentes, "será necessário a administração de múltiplas vacinas em cada visita ao serviço de saúde e utilização de intervalo mínimo entre as doses". O documento também afirma que essa prática "não acarreta em pior resposta imune" e tem "mínimo impacto na ocorrência de eventos adversos", com o benefício de reduzir o número de idas ao serviço de saúde necessárias para atualizar o esquema.

Como isso virou campanha nacional

O que começou como uma orientação técnica para a rotina das salas de vacina se transformou também em campanha organizada: a Campanha Nacional de Multivacinação, promovida periodicamente pelo Ministério da Saúde, mobiliza a rede de saúde, as famílias e, em muitos municípios, as escolas, num período determinado, para verificar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e aplicar de uma vez as doses que faltam. Na edição de 2026, segundo o Ministério da Saúde, a campanha aplicou mais de 8 milhões de doses no país. Veja o período e o público-alvo da edição mais recente em campanha de multivacinação.

Multivacinação não é uma vacina nova

É comum confundir "multivacinação" com uma vacina específica, mas o termo descreve uma estratégia de atendimento, não um imunobiológico. Nenhuma vacina nova é criada para a campanha: o que muda é a organização do atendimento, para que a criança receba, numa única visita, todas as doses do Calendário Nacional de Vacinação que ainda não tomou.

O papel da escola na campanha

Em muitos municípios, a Campanha Nacional de Multivacinação conta com a participação das escolas, que ajudam a divulgar o período da campanha às famílias e, em alguns casos, servem de ponto de apoio para verificação da caderneta de alunos. A vacinação em si continua sendo feita por um serviço de saúde habilitado, seja na própria UBS, seja em um posto volante organizado especificamente para a campanha; a escola não aplica vacina, apenas ajuda a identificar quem está com o esquema em atraso e a orientar a procurar o serviço de saúde.

O que levar no dia da campanha

Assim como em qualquer visita à sala de vacina, vale levar a caderneta de vacinação física, quando existir, ou pelo menos um documento de identificação da criança ou do adolescente. Quem não tem a caderneta em mãos não fica de fora da campanha: o profissional consulta o histórico disponível no sistema de informação do Ministério da Saúde e organiza a aplicação das doses pendentes a partir daí. Veja o que fazer quando a caderneta física foi perdida em perdi a carteira de vacinação, e agora.

Por que isso importa mesmo fora do período de campanha

A lógica da multivacinação vale o ano todo, não apenas durante a campanha oficial: qualquer UBS pode aplicar várias vacinas pendentes na mesma visita, seguindo os intervalos mínimos entre doses. Veja como funciona a atualização de esquemas atrasados em qualquer época do ano em atrasei a vacina do meu filho, o que dizem as orientações oficiais.

Adolescentes também entram na campanha

Embora o foco mais divulgado da Campanha Nacional de Multivacinação costume ser a primeira infância, o público-alvo inclui crianças e adolescentes menores de 15 anos, o que abrange também vacinas do calendário do adolescente, como a HPV e a meningocócica ACWY, quando estiverem em atraso. Por isso, vale levar tanto crianças pequenas quanto adolescentes para conferir a caderneta durante o período da campanha, não apenas bebês.

Este conteúdo é informativo, elaborado a partir de fontes públicas listadas acima. A definição de quais vacinas aplicar em cada visita é feita pelo profissional da sala de vacina.

Fontes

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